Todo mundo conhece Alexander Graham Bell por um motivo. O telefone. Esse é o legado que a maioria das pessoas carrega no bolso, ou melhor, que seus ancestrais carregavam no cinto. Mas se você olhar para o histórico de patentes, a história fica estranhamente diversa. Bell não era apenas um mensageiro de voz. Ele era um inventor com grande apetite por tecnologia sonora e milagres médicos.
Considere o fotofone. Inventado em 1880, foi ideia dele. Transmitiu som em feixes de luz. Um precursor da fibra óptica, na verdade. Depois veio o grafofone em 1886. Ele não parou nos fios e na luz. Ele entrou na gravação de som também.
Mas há um capítulo mais sombrio nesta linha do tempo tecnológica. Tudo começa com uma bala.
Em julho de 1881, o presidente dos EUA, James A. Garfield, foi baleado. Os médicos ao lado de sua cama ficaram perplexos. Eles não conseguiram encontrar a bala. Eles continuaram sondando às cegas com instrumentos esterilizados, piorando o ferimento. Foi um desastre médico em tempo real.
Entra Bell.
Ele se uniu a Simon Newcomb, professor do US Nautical Almanac Office. Eles não tinham muito tempo a perder. O objetivo era simples. Construa um dispositivo elétrico para detectar o projétil de metal dentro do corpo de Garfield. Chamaram-lhe sonda de bala eléctrica.
A manifestação aconteceu no outono de 1881. Bell e Newcomb trouxeram o aparelho para a Casa Branca. Os resultados? Na melhor das hipóteses, misturado. O dispositivo funcionou em teoria. Ele pegou a densidade metálica. Mas, na prática, teve dificuldades. O colchão onde Garfield estava deitado interferiu no sinal. Os médicos descartaram. O presidente morreu pouco depois.
A sonda funcionou em teoria, mas falhou na realidade confusa de uma cama de hospital.
Bell não deixou o fracasso persistir. Ele seguiu em frente. Rápido.
Em 1907, o foco mudou completamente. Ele estava olhando para cima. Ele fundou a Associação de Experimentos Aéreos. O objetivo? Para decifrar o código do voo motorizado. Antes dos irmãos Wright terem seu famoso momento em Kitty Hawk, Bell já estava financiando e experimentando aeronaves. Ele não estava mais apenas construindo dispositivos para o solo. Ele os estava construindo para o céu.
É fácil esquecer que o homem que conectou vozes também tentou salvar vidas com eletricidade e depois tentou conquistar a gravidade. A linha do tempo está irregular. Os interesses estão dispersos. Mas a curiosidade era constante.



























