Você tem razões válidas para investigar o passado de alguém. Você está organizando uma reunião do ensino médio e precisa encontrar velhos amigos. Você está tendo um encontro às cegas e deseja verificar seus antecedentes. Ou talvez você seja um jornalista tentando entrar em contato com uma fonte.
Depois, há o lado mais sombrio. Algumas pessoas usam essas ferramentas para perseguir ex-parceiros, assediar adversários ou “doxar” figuras públicas, vazando endereços residenciais para trolls.
A parte assustadora é como é fácil. Por menos de US$ 10, qualquer pessoa com cartão de crédito pode obter um relatório detalhado sobre quase qualquer pessoa nos EUA. Números de telefone. Endereços de e-mail. Endereços residenciais. Nomes dos cônjuges. Registos criminais. Falências. Tudo isso está a apenas um clique de distância.
Se você não quiser que esses dados sejam divulgados, você pode excluí-los? A resposta é sim. Mas é confuso, irritante e longe de ser perfeito.
De onde vêm seus dados
Sites como Spokeo, Whitepages.com e PeopleFinder são apenas a ponta do iceberg. A empresa de privacidade Kanary lista centenas desses sites de busca de pessoas.
Essas empresas são corretoras de dados. Eles coletam e vendem suas informações. A indústria é enorme e em grande parte não regulamentada. Inclui gigantes como o Google e agências de crédito como a Experian.
Como eles obtêm seus dados?
- Registros Públicos: Transações imobiliárias, registros eleitorais, certidões de casamento, sentenças de divórcio, ações judiciais não seladas e registros de agressores sexuais.
- Dados adquiridos: Eles compram informações de empresas geradoras de leads que coletam dados por meio de sorteios, pesquisas e listas de e-mail.
- ** Raspagem de mídia social: ** Eles vasculham o Facebook e o LinkedIn. Às vezes, eles compram dados diretamente dessas plataformas.
“Para mim, o mais bizarro é que eles estejam vendendo ou divulgando suas informações sem o seu conhecimento”, diz Yael Grauer, repórter investigativo da Consumer Reports que cobre privacidade digital. “Existe um banco de dados onde posso procurar o nome, endereço e todas as pessoas com quem moram.”
O método DIY: desativando você mesmo
Não existe lei federal. Não existe um formulário único “Do Not Search” como o National Do Not Call Registry. Você não pode simplesmente preencher uma caixa e desaparecer.
A Califórnia é o único estado com uma lei que permite aos residentes exigir a divulgação e exclusão de dados pessoais. Mesmo assim, exclui informações publicamente disponíveis.
Então, o que resta? Você deve cancelar cada site individualmente.
“Tecnicamente, nenhum deles precisa permitir que você opte pela exclusão”, diz Grauer. “Eles fazem isso como uma ‘cortesia’, mas tornam isso irritante e mudam rotineiramente o processo para fazê-lo.”
Grauer mantém um recurso chamado Lista de desativação do Big Ass Data Broker. É um documento vivo que lista todos os principais sites de pesquisa de pessoas e seus processos específicos de remoção. Alguns têm formulários online simples. Outros exigem múltiplas provas de identidade. Ela marca os corretores de “alta prioridade” com uma caveira e ossos cruzados.
Aqui está como fazer você mesmo:
- Pesquise primeiro. Digite seu nome no site. Se você não tem um perfil, ignore. Você pode estar evitando enviar seus dados para uma operação obscura.
- Proteja sua identidade. Se eles pedirem uma foto de sua carteira de motorista para provar quem você é, use as ferramentas de marcação do seu telefone para ocultar seu número de carteira e de CPF antes de carregá-lo.
Por que você pode querer pagar alguém
Fazer isso sozinho leva tempo. Seis dias úteis a duas semanas, no mínimo. E essa é apenas a primeira rodada.
O software automatizado de mineração de dados é implacável. Suas informações ressurgirão. Você precisa repetir o processo a cada seis meses.
“Odeio que as pessoas tenham que fazer isso”, admite Grauer. “Porque é muito mais árduo e demorado do que deveria ser.”
Se você não tiver largura de banda para essa batalha administrativa, poderá contratar outra pessoa para fazê-lo.
Serviços como Kanary e DeleteMe cuidam da limpeza para você. Eles monitoram seus dados e continuam excluindo-os. O custo? Aproximadamente US$ 90 a US$ 130 por ano para uma assinatura individual.
Para alguns, esse preço traz paz de espírito. Para outros, é como pagar o aluguel de uma vida que deveria ter permanecido privada.
“Para mim, o mais bizarro é que eles estão vendendo ou divulgando suas informações sem o seu conhecimento.”
As páginas amarelas nunca morreram de verdade
Lembra-se das listas grossas do tamanho de uma lista telefônica que costumavam aparecer nas varandas todos os anos? As páginas brancas para residências, as páginas amarelas para empresas?
Eles ainda estão aqui. Eles acabaram de se mudar para a Internet. Você ainda pode procurar listagens locais por cidade ou município. O formato mudou. As normas de privacidade não.
Seus dados estão lá fora. Sempre foi. A questão agora é quanto esforço você está disposto a fazer para tornar mais difícil para as pessoas encontrá-lo.



























