O Facebook e o MySpace gastaram bilhões tentando tornar a sua vida digital um portfólio complexo. Eles queriam que você construísse perfis, carregasse fotos em alta resolução, incorporasse multimídia e integrasse widgets bizarros de terceiros em sua página inicial. Foi muito barulho. A simplicidade venceu aquela rodada. É exatamente por isso que o Twitter decolou.
Se você mora debaixo de uma rocha, a premissa básica é simples. Você posta uma mensagem. Vai para seus seguidores. Feito. Nenhuma dúzia de e-mails. Sem cadeias de texto. Apenas uma transmissão. As pessoas usaram-no para organizar protestos. Eles o usaram para encontros improvisados. Eles usaram para contar o que comeram no almoço.
A história desta plataforma é confusa. Tudo começou com Evan Williams. Ele já havia criado o Blogger, que o Google comprou. Então Williams foi trabalhar para o gigante das buscas. Mas ele não ficou muito tempo. Ele saiu com um funcionário chamado Biz Stone para iniciar um novo empreendimento.
Essa empresa se chamava Odeo.
Era para ser um centro de podcasting. Williams nem se importava com podcasts. Sob sua liderança, Odeo perdeu o rumo. Mas um projeto estava ganhando força. Um serviço de mensagens. Stone chamou-o de Twitter. Ele gostou da ideia de pequenas explosões de informação. Ele comparou isso ao chilrear dos pássaros. Ele até notou que muitos toques soam como cantos de pássaros.
Odeo lutou. O Twitter prosperou. Williams comprou os investidores. Ele fundiu a falida empresa de podcast com a estrela em ascensão em uma nova entidade chamada Obvious Corporation. Jack Dorsey se juntou à equipe. Ele se concentrou em interfaces. Ele garantiu que as pessoas pudessem tweetar por meio de mensagens instantâneas e e-mail.
Em março de 2006, as coisas se dividiram novamente. O Twitter saiu do Óbvio. Tornou-se Twitter Incorporated.
Este artigo se concentra no mecanismo técnico por trás do caos: a interface de programação de aplicativos (API) do Twitter. Descreveremos o que realmente é um Tweet. Veremos como você os cria. Veremos como você os lê. Também examinaremos como o Twitter otimizou seu serviço para plataformas móveis muito antes de todo mundo perceber.
O que torna um tweet único?
Na próxima seção, definiremos o Tweet. Não o fenômeno cultural. A unidade técnica.
